PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO “AS CIDADES E O SAGRADO DOS POVOS TRADICIONAIS: TERRITÓRIO, IDENTIDADES E PRÁTICAS CULTURAIS”

— INSCREVA-SE AQUI —

21/11, Quinta-feira – Centro Cultural da UFMG

— 9h às 9h30 – Abertura oficial —

 

 — 9h30 às 10h30 — Mesa: Os povos tradicionais e o contexto urbano —

 

Tema abrangente e orientador das discussões do seminário. Com esta mesa, pretende-se refletir sobre a dinâmica, as disputas e as identidades associadas à prática e vivência dos saberes tradicionais no meio urbano.

Convidados: Joana Munduruku e Makota Celinha.

JOANA MUNDURUKU

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Licenciada e Bacharel em História pela UFMT. Bacharel em Teologia com ênfase em Música Sacra pelo Seminário Teológico de Belém. Professora Mestra em História do Brasil com ênfase em História Regional e Memória pela UFPE, com sua dissertação “O Cotidiano e o Trabalho em Taquarussu (1940-1960)”. Membro indígena do povo Munduruku. Implantou o Departamento do Patrimônio Histórico e Cultural e foi membro da Comissão que criou o Espaço Cultural, ambos da cidade de Palmas, em Tocantins. Gerente de Educação Escolar Indígena na SEDUC-TO, foi quem implantou o Ensino Médio e o curso de Magistério Indígena e realizou o 1º Inventário Sociocultural dos Povos Indígenas do Tocantins. Hoje, trabalha na Federação do Povo Huni Kui do Estado do Acre.

MAKOTA CELINHA

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Makota Celinha é liderança junto às comunidades tradicionais de terreiro, jornalista e empreendedora social da Rede Ashoka. Formada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão Estratégica pela UFMG, atua na coordenação nacional do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB). Faz parte do conselho editorial e colunista do jornal eletrônico Brasil de Fato. Foi conselheira do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial-CNPIR e suplente no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. Atuou também na Coordenação Nacional do Coletivo de Entidades Negras (CONEN).

 

— 10h30 às 12h — Vivência: Tradição que Alimenta —

 

Partilha de alimentos, dos saberes falados, tocados e cantados. Confluência entre os saberes e os sabores de povos de terreiro e indígenas, por meio de suas comidas tradicionais. Pretende-se afirmar o alimento como direito sagrado desses povos e visibilizar que seus costumes e modos de vida resistem à homogeneização das práticas produtivas e dos hábitos alimentares e à industrialização e empobrecimento da comida. Diariamente, esses povos, por meio de suas práticas culturais, alimentam o sagrado, o corpo e a alma e colaboram no combate à fome e na manutenção de territórios do bem viver. Será montada uma mesa, com comidas preparadas pela indígena Mayo Pataxó e pela Mameto Oiacibelecy (Mãe Rita), em um ambiente de interação com as/os participantes do seminário.

Convidados: Mametu Oiácibelecy – Mãe Rita, Mayôwerymehy Pataxó e Odair Pataxó.

MAMETU OIÁCIBELECY – MÃE RITA

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Rainha de Congado, benzedeira, parteira e raizeira. Iniciada na Tenda Espírita São Bartolomeu (omolocô). Coordenadora na Rede RENAFRO/MG; Coordenadora de Mulheres no FONSANPOTMA/MG. Coordenadora de Mulheres de AXÉ DO BRASIL-Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG; Suplente no Comitê Estadual de Diversidade Religiosa; Membro da Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Estado de Minas Gerais – CEPCT/MG Representante Matriz Africana do interior de MG; e – Membro do Comitê de Saúde da População Negra –  Representante de Matriz Africana. Conselheira nos Conselhos Municipais de Direitos da Mulher, de Igualdade Racial (COMPIR), de Saúde, e de Segurança Alimentar.  Participante do Projeto Onã Ewê “O caminho das folhas no terreiro das Religiões de Matriz Africana na Região Metropolitana de Belo horizonte”. Palestrante  na Oficina de Agroecologia Saberes Tradicionais: Ciência, técnica e Tecnologia/2018. Palestrante no Ciclo de Encontro: Saberes do Quintal/2019.

 

MAYÔWERYMEHY PATAXÓ

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Perfil profissional e experiências em Agroecologia e Etnogastronomia Indígena,Maria Eliana, também reconhecida por seu nome indígena Mayôwerymehy Pataxó, possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Vale do Rio Doce (Univale), Especialização em Terapia Comunitária-Universidade Federal do Ceará e Pós Graduação em Educação do Campo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Além disso, também fez cursos de Formação Holística de Base, Terapia Tradicional dos Sonhos e Ecologia Integral pela Universidade Internacional da Paz e outros diversos cursos nas áreas de terapias holísticas, agrobiodiversidade, teatro e danças tradicionais. Ministrou vários cursos e oficinas como terapeuta holística, agroecologia, oficinas de benzeção, comidas tradicionais e exerce a função de Coordenadora Pedagógica na  Majú Escola dos Saberes tradicionais Terapias Holísticas, Núcleo de  Estudos em Agroecologia Oca Tokma Kahap Associação de Terapeutas  das Culturas Tradicionais. Tem ampla experiência em Educação Intercultural, Educação do Campo, Educação Popular e Educação Ambiental, com enfoque em metodologias participativas voltadas para a sensibilização e o resgate de práticas terapêuticas tradicionais.

 

ODAIR PATAXÓ

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Perfil profissional e experiências em Agroecologia e Produção Orgânica: possui formação em Holística de Base, Ecologia Integral pela Universidade Internacional da Paz e outros diversos cursos nas áreas de terapias holísticas, agrobiodiversidade, agroecologia. Especializado em  Espiral de Ervas Sagradas. Ministrou vários cursos e oficinas como guardião da semente crioula, construção de espiral de ervas agroecológico. Equipe de coordenação do  Núcleo de   Estudos em Agroecologia Oca Tokma Kahap. Membro da equipe de coordenação do Centro Agroecológico Tamanduá. Participa da elaboração de comidas sagradas, tem ampla experiência em Educação Intercultural, Educação do Campo, Educação Popular e Educação Ambiental.

 

— 14h às 17h – Mesa: As cidades, práticas dos sagrado e suas relações —

 

As práticas culturais indígenas e de terreiro tem no exercício do sagrado seu ponto central de estruturação. Este sagrado, por sua vez, encontra-se umbilicalmente vinculado com os elementos da natureza. Plantas, rios, mares, pedras, animais, terra, floresta, são elementos essenciais para os processos sagrados destes povos. Em meio urbano, o acesso a ambientes que ofertem, em certa medida, contato com estes elementos é mediado pelo estabelecimento de regramentos sociais e institucionais construídos de maneira apartada das particularidades do modo de vida destas comunidades. Refletir, portanto, sobre os problemas e possibilidades da prática do sagrado na cidade constitui o tema principal desta mesa.

Convidados: Angela Gomes, Avelin Buniacá Kambiwá, Fábio Bandeira, Isaka Huni Kuin e Pai Geraldo.

Mediação: Carlos Felipe Horta

 

ANGELA GOMES

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Engenheira Florestal, doutora em Etnobotânica negro-Africana pela UFMG e mestre em Controle de contaminação Ambiental pela Universidade Politécnica  de Madri.  Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado para assuntos internacionais,. Foi consultora da ONU na Guatemala, trabalhando com mulheres refugiadas indígenas MAYA. Foi  Representante das mulheres socialistas na comunidade europeia. Membro do coletivo Feminista – Emakume Internacionalista da Espanha. Professora Universitária e Diretora do Sindicato dos Professores- SINPRO MINAS, leciona nos cursos de Engenharia Ambiental e Geografia, possui 4 livros publicados. Ya Ewe do Ilê de Oxaguian, Eco-feminista negra que denunciou o trabalho escravo em monoculturas de eucalipto em Minas Gerais nos anos 90 e hoje dedica a luta contra o racismo ambiental e em defesa do legado eco-africano e feminino presente nos terreiros de candomblé.

 

AVELIN BUNIACÁ KAMBIWÁ

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Indígena pertencente à etnia Kambiwá, socióloga, professora especialista em gênero, raça e estudos religiosos, palestrante e também fundadora do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e colaboradora frequente do núcleo étnico-racial do Instituto Imersão Latina. Atua na luta pelos Direitos Indígenas em situação urbana, pelos direitos da Mãe Terra e propõe a “Indianização da Cidade”.

FÁBIO BANDEIRA

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Bacharel em Ciências Biológicas -Modalidade Ecologia pela Universidade Federal da Bahia (1992) e Doutor em Ciências (Ecologia/Etnoecologia), pela Universidad Nacional Autónoma de México (2002). Professor e Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade (NUPAS) e professor do Programa de Mestrado Profissional em Planejamento Territorial (UEFS) do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana. Tem mais de vinte anos de experiência em pesquisa com povos indígenas no Brasil, México e Bolívia, comunidades afro-brasileiras, pescadores artesanais, dentre outras comunidades tradicionais no Brasil.

ISAKA HUNI KUIN

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Professor na aldeia São Joaquim / Centro de Memórias, na Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão. Presidente do coletivo de produções audiovisuais Beya Xinã Bena e coordenador indígena do projeto do game Huni Kuin: Yube Baitana. Coautor de “Una Isi Kayawa: o livro de cura Huni Kuin”, livro pioneiro que reúne o profundo conhecimento das plantas e as práticas medicinais do povo indígena Huni Kuin. Dirigiu o filme “Txirin, o batismo do gavião” e participou da equipe de fotografia de “Shuku Shukuwe – A vida é para sempre”. Atualmente vem estudando as plantas medicinais nativas.

PAI GERALDO

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Presidente da Casa de Cultura e Assistência Social e dos Cultos Afro-Brasileiros Ogum Lodé e Oxum Apara em Santa Luzia (MG). Foi presidente da Congregação Mineira de Candomblé, realizou várias conferências discutindo práticas culturais Afro-brasileiras no Brasil e em Luanda ( ngola). Autor de “Crianças e Adolescentes Versos Vídeo Games e Fliperamas” (Editora Mazarello) e “Coisas da Mãe África ” publicado no 4º caderno de Palavra e Imagem “Da Arte de Contar História” da Secretaria de Estado da Educação. Autor do projeto “Escola de Graduados em Tradição, Cultura e Cultos dos Orixás” em parceria com o Axé Ile Oba (SP). Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília, em Homeopatia pela Universidade Federal de Viçosa e Pós-Graduado em Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela Fundação Getúlio Vargas/SP. Eleito vice-presidente da COMCAN gestão de 1992/1994. Eleito presidente na gestão 1094/1998, criada para a melhoria da QUALIDADE do culto das religiões de matriz africana em todo território de Minas Gerais.

 

CARLOS FELIPE HORTA [MEDIADOR]

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Formado em Filosofia e Sociologia e Política e professor da PUC-MG. Jornalista com atuação nas rádios Itatiaia, Guarani, Mineira, Universidade e Inconfidência. Atuou nos jornais Binômio, Última Hora, Diário de Minas, Estado de Minas, Jornal da Cidade e Diário da Tarde; televisões Itacolomi e Alterosa. É folclorista, ex-presidente da Comissão Mineira de Folclore. Conselheiro do Centro de Tradições Mineiras, diretor do Centro de Referências da Cachaça no Brasil e Capitão Honorário das Guardas de Nossa Senhora do Rosário do Estado de Minas Gerais. Foi integrante e presidente do Conselho Deliberativo da Federação Espírita Umbandista de Minas Gerais (1970 – 2010) e editor do jornal “A Tribuna de Xangô” e um dos organizadores das festas de Preto Velho e Iemanjá, tendo sido o seu apresentador por mais de trinta anos.  Foi um dos coordenadores do Primeiro Seminário sobre Medicina Popular e Plantas (1970), promovido pela UFMG, Comissão Mineira de Folclore e Federação Espírita e Umbandista do Estado de Minas Gerais, e de outros seminários subsequentes, com a participação de representantes de setores científicos, culturais e religiosos.

 

22/11, Sexta-feira – Centro Cultural da UFMG

 

— 9h às 12h – Mesa: Os saberes científicos, acadêmicos e tradicionais: confluências para construção de conhecimento —

 

No campo da política de patrimônio cultural, um dos desafios que se coloca é a implementação de medidas de salvaguarda. Construídas a partir da identificação dos processos estruturantes das práticas culturais e do diagnóstico das fragilidades internas e externas que as afetam, as medidas de salvaguarda devem ser construídas, via de regra, pelo entrecruzamento de campos distintos do conhecimento. Promover, divulgar, difundir, transmitir, fomentar constituem linhas de atuação para a salvaguarda que se efetivam a partir de uma abordagem intersetorial. Salvaguardar, no contexto da política de proteção ao patrimônio dito imaterial, exige uma articulação concatenada dos distintos saberes, dado que seu campo de atuação constitui produto que não é estático; ele se faz e se refaz no diálogo e nas interações sociais.

Partindo, então, da necessidade da confluência de conhecimentos para a implementação de medidas de salvaguardas eficazes, toma-se como referência temática desta mesa a discussão sobre as potencialidades e o relato de experiências de entrecruzamento dos saberes científicos, acadêmicos e tradicionais como fio condutor de processos de salvaguarda das práticas culturais indígenas e de terreiro.

Convidados: César Guimarães, Cleonice Pankararu, Jaqueline Dias, Vanda Machado e Yone Maria Gonzaga.

Mediação: Cláudia Mayorga

 

CÉSAR GUIMARÃES

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César Guimarães possui graduação em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), doutorado em Estudos Literários (Literatura Comparada) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e pós-doutorado pela Universidade Paris 8 (2002). É Professor Titular da Universidade Federal de Minas Gerais, integrante do corpo permanente do Programa de pós-graduação em Comunicação da FAFICH-UFMG, pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e colaborador da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teorias da Imagem, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema moderno (ficção e documentário) e experiência estética. Editor da revista Devires: Cinema e Humanidades. Integrante do Grupo de Pesquisa “Poéticas da Experiência”. Foi coordenador-geral do Festival de Inverno da UFMG de 2012 a 2014, com o Projeto de Extensão “O Bem Comum”. Coordenador do Projeto de Extensão Formação Transversal em Saberes Tradicionais.

CLEONICE PANKARARU

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Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Minas Gerais e especialista em Sociobiodiversidade pelo Centro de Estudo do Cerrado da Chapada dos Veadeiros da Universidade de Brasília. Em sua especialização pesquisou “O Desaparecimento das Plantas Medicinais do Cerrado: as implicações nas práticas de cura dos(as) raizeiros(as), benzedores(as), curandeiros(as) e pajés das comunidades indígenas Pankararu-Pataxó e Aranã”. É técnica de enfermagem no Polo de Saúde Indígena do Distrito Sanitário Especial Indígena, onde atende comunidades indígenas dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

JAQUELINE DIAS

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Graduada em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa. Mestre em agronomia (etnobotânica) pela Universidade Estadual Paulista. Doutoranda em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Organizou diversas pesquisas junto a povos e comunidades tradicionais, com destaque para a Farmacopeia Popular do Cerrado; Ofício das Raizeiras e Raizeiros do Cerrado; e Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa. Possui experiência no desenvolvimento de cadeias de valor de produtos da sociobiodiversidade.

VANDA MACHADO

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Graduada em História pela Universidade Católica do Salvador, Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia. Sua trajetória acadêmica é dedicada a Educação Etnicorraciais, currículo e cultura. Criadora e coordenadora do Projeto Político Pedagógico Irê  Ayó na Escola Eugenia Anna dos Santos no Ilê Axé Opô Afonjá e outras comunidades quilombolas. Criou e coordenou, também, o Projeto Capoeira Educação para a Paz – Formação para Capoeirista Educadores (Lei 10.639/03) no Forte de Santo Antônio Além do Carmo IPAC/SECULT.

YONE MARIA GONZAGA

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Graduada em Letras, Mestre e Doutora em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Foi Superintendente de Políticas Afirmativas e Articulação Institucional da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania. Com extensa experiência na área de Educação, tem atuado na discussão de temas como gestão, relações e diversidade étnico- raciais, políticas públicas e Direitos Humanos. Atualmente vem atuando no debate sobre o impacto das políticas de afirmação na entrada e permanência de negras e negros nas universidades. Atua como Consultora de Relações Étnico-raciais e de gênero, desenvolvendo formação para gestores, docentes, movimentos sociais e empresas corporativas.

 

CLAUDIA MAYORGA [MEDIADORA]

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Doutora em Psicologia Social pela Universidade Complutense de Madri – Espanha com foco em estudo sobre gênero, política e feminismo. É professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais e do Programa de Pós-graduação em Psicologia. Coordena o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão Conexões de Saberes na UFMG. Atuou como pesquisadora visitante na Universidade Complutense de Madrid (2011 e 2012). Atualmente é co-editora da Revista Psicoperspectivas – Chile (Qualis B1). Foi editora chefe da Revista Psicologia & Sociedade (Qualis A2), periódico científico da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) (2012-2015) e Editora da Revista Interfaces – Revista de Extensão da UFMG (Qualis B3 -Interdisciplinar) de 2015 a 2018. Foi membro do Comitê Editorial de Scielo em Perspectiva – Humanas (2014 e 2015). Foi membro da Diretoria Nacional da Abrapso (2004/2005) e vice-presidente da Abrapso Regional Minas (2006/2007). Como editora da Revista Psicologia & Sociedade, recebeu grant da American Psychological Association (2012/2013). Foi coordenadora da Formação Transversal em Direitos Humanos da UFMG (2017 e 2018). Áreas de pesquisa e extensão: Psicologia Social e Feminismo com os seguintes temas: análise interseccional da desigualdade social brasileira; psicologia comunitária e intervenção psicossocial; participação social e política; democratização da universidade e ações afirmativas; epistemologia feminista e metodologias participativas. Foi Pró-reitora adjunta de extensão da UFMG (2014-2018). Atualmente é Pró-reitora de Extensão da UFMG (2018-2022).

— 14h às 18h – Painel: Experiências de implantação e gestão de espaços de cultivo de plantas sagradas dos povos de tradição no Brasil —

 

Considerando que a escassez de áreas verdes compromete a manutenção dos modos de vida dos Povos Tradicionais, conhecer e divulgar experiências de acesso à natureza para práticas sagradas e de cultivo de plantas litúrgicas em plena cidade torna-se necessário. É objeto desta mesa refletir sobre as possibilidades e desafios do desenvolvimento, no meio urbano, de ações capazes de nutrir os modos de vida dos povos de tradição em suas relações com a natureza. Nesse contexto, cabe também refletir sobre os possíveis desdobramentos dessas experiências para a cidade, para além culto à ancestralidade.

Convidados: Flávio Dos Santos, Gabriel Ricardo, Nádia Akauãtupinambá, Pai Sidney, Rose Thioune, Sueli Conceição e Tiago Huni Kuin – Ibã Tiago Paulinho.

Mediação: Sérgio Augusto Domingues

 

FLÁVIO DOS SANTOS

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Licenciado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Izabela Hendrix. Especialista em Gestão Escolar e Educação Ambiental pela Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras (FACEL). Atualmente pesquisa “Etnoecologia e seu potencial educativo: Um estudo em narrativas Pataxó” em seu Mestrado pela Universidade do Estado de Minas Gerais, onde também participa do projeto Onã Ewê que busca compreender o caminho das folhas nos terreiros da RMBH.  Integra o KAIPORA: Laboratório de Estudos Bioculturais pesquisa povos e comunidades tradicionais e é integrante da comunidade tradicional o Ilé Omiojúàrò, no Rio de Janeiro.

GABRIEL RICARDO

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Gabriel Ricardo Moura, jovem de terreiro de umbanda, negro, herdeiro dos costumes e das práticas dos cultos de matriz afro-brasileira na Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente. Neto dos fundadores e mantenedores dessa tradição, atua na comunidade da Vila Senhor dos Passos-Complexo da Pedreira Padro Lopes como gestor, produtor, mediador cultural e promotor de vivências dos projetos culturais desenvolvidos pela Associação da Resistência Cultural Afro-Brasileira Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente/CCPJO. Participa de atividades culturais que confluem para reoxigenar as práticas e os costumes dos viveres em comunidades tradicionais. Coordenador do projeto Ciclo das Insabas e membro da Associação de Resistência Cultural Afro-brasileira Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO). Filho do pai de santo e mestre Ricardo de Moura, tem dado continuidade à prática cultural de matriz afro-brasileira, atuando cotidianamente nas atividades do terreiro. Sua função dentro da casa de tradição abarca também a transmissão do ensino da cultura e história afro-brasileira a partir das referências ritualística da casa de tradição, por meio de formações que envolvem a musicalidade e o manejo de ervas.

MAKOTA KISANDEMBU

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Com formação em Moda, é Educadora em Direitos Humanos e Promoção de Igualdade Racial. Possui formação em Desenvolvimento, Gestão e Produção Cultural pela Fundação João Pinheiro, Políticas Públicas de Gênero e Raça e Políticas Públicas pelo Legislativo Municipal.   Residiu em várias estados do Brasil sempre pesquisando a cultura de Matriz Africana. Notório Saberes e Fazeres em Cultura Afro-brasileira. Ativista do Movimento Negro desde a década de 1980. Atuou e atua junto a vários movimento em caráter nacional e estadual como o Movimento da Nação Bantu/MONABANTU, o Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais e Matriz Africana/ FONSANPOTMA e a Associação Nacional da Moda Afro-brasileira/ANAMAB. Desde 2017 atua como  Diretora de Políticas para Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania da Prefeitura de Belo Horizonte.

NÁDIA AKAUÃTUPINAMBÁ

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Pedagoga autodidata, Mbo’esara (educadora indígena), mulher medicina, conselheira espiritual e militante do movimento Indígena. Conduz rituais de cura, vivências xamãnicas, retiros espirituais e círculos sagrados para mulheres. É Membro da Comissão Executiva do Fórum Estadual em Educação Escolar Indígena (Forumeiba) e da Comissão de implantação da Proposta Curricular da Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena, na Universidade Estadual da Bahia, onde é Licenciada em Artes e Linguagens. Atualmente contribui na formação de professores no projeto Saberes Indígenas nas Escolas Indígenas.

PAI SIDNEY

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Graduado em Filosofia, é Babalorixá Sidney de Oxossi do terreiro Ilê Wopô Olojukan no bairro Aarão Reis em Belo Horizonte. Fundado por Carlos Olojukan em 1964, foi o primeiro terreiro a ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Município em 1995. Homenageado na “Quilombos urbanos, fé e cultura’: Mostra CineAfroBH homenageia mestres populares” em 2019. Em diversas palestras proferidas em várias partes do Brasil aborda especificidades históricas, filosóficas e culturais da religião do Candomblé.

ROSE THIOUNE

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Mestranda em Cultura e Sociedade no Pós-Cultura pela Universidade Federal da Bahia e licenciada em Língua Portuguesa e Literaturas, pela Universidade Estadual da Bahia. Atua com educação, arte, cultura e memória priorizando os temas migração, estudos culturais e linguísticos. Ministra aulas de letramento pedagógico, literário e cultural em escolas de ensino básico, médio e universitário. Como produtora cultural, prioriza as áreas de música, dança, artes cênicas e visuais, focada nas culturas brasileiras. Participa do planejamento da ação cultural, educativa e de direitos humanos da Casa das Culturas do Senegal.

SUELI CONCEIÇÃO

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Graduada em Ciências Biológicas com especialização em Gestão Ambiental pela Universidade Católica do Salvador. Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia e Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Coordenou o projeto RHOL – Rede de Hortos de Plantas Medicinais e litúrgicas. Atuou, em 2012, como Consultora do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, executando o Projeto de mapeamento de áreas com potencial produtivo para cultivo de plantas medicinais e litúrgicas das religiões de matriz africana em territórios na Região Metropolitana de Salvador. Foi responsável pela elaboração do Plano Sócio Ambiental e Sustentável- PLANSES, de 14 Comunidades quilombolas da Chapada Diamantina. Coordenou o Projeto de Agentes Voluntarios das Águas – AVA, em comunidades Indigenas Pataxós no Extremo Sul da Bahia. Coordenou o Projeto de Extensão Pedagógica Band’Erê, da Associação cultural e Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê.

TIAGO HUNI KUIN – IBÃ TIAGO PAULINHO

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Morador da aldeia Novo Natal, localizada na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão no Estado do Acre. Gestor do Parque de Medicinas Txana Bane e pesquisador das medicinas da floresta e psicologia da floresta. Embora muito jovem, atua como pajé na Aldeia Novo Natal. Em 2014 deu início a um trabalho de coordenação dos jovens pajés na Terra Indígena. Destaca-se também sua participação na autoria indígena coletiva no projeto Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do povo Huni Kuin do rio Jordão, próximo à fronteira com o Peru. Esse projeto, de transmissão e fortalecimento da cultura Huni Kuin, envolve 3 mil pessoas das 36 aldeias nos rios Jordão e Tarauacá e já se estendeu a outras terras indígenas Huni Kuin do Acre.

 

SÉRGIO AUGUSTO DOMINGUES  [MEDIADOR]

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Presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. Biólogo (UFMG), atuou no Projeto TAMAR e na elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da RMBH; professor (ensino médio e superior); especialista em monitoramento e informações ambientais (UNESCO), gestor de projetos ambientais em ONG’s; formação complementar na universidade Yale/EUA (Estratégias de restauração de florestas tropicais).

 

23/11, Sábado – Parque Lagoa do Nado – Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional

(Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904 – Itapoã / Belo Horizonte)

 

— 9h30 às 13h – Pisada de Caboclo —*

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A Pisada de Caboclo, manifestação cultural organizada pela Reunião Umbandista Mineira/RUM, que fortalece a confluência cultural e espiritual entre os povos de matriz africana e indígena, celebrando a ancestralidade desses povos, afirmando os laços de união, base da resistência dos povos tradicionais.

  • Esta atividade é livre e aberta, não é necessário fazer inscrição, como nas demais acima.