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SEMINÁRIO AS CIDADES E O SAGRADO DOS POVOS TRADICIONAIS

JARDINS DO SAGRADO – CULTIVANDO INSABAS QUE CURAM – AS CIDADES E O SAGRADO DOS POVOS TRADICIONAIS: TERRITÓRIO, IDENTIDADES E PRÁTICAS CULTURAIS

— INSCREVA-SE AQUI —

Data: 21 de novembro, quinta-feira

Horário: 9h às 18h

Local: Centro Cultural UFMG – Auditório

Endereço: Av. Santos Dumont, 174 – Centro

Classificação: livre

Com a proposta de divulgar e apoiar os saberes ancestrais dos povos tradicionais na utilização cultural das plantas, o seminário “Jardins do Sagrado – Cultivando Insabas Que Curam – As Cidades E O Sagrado Dos Povos Tradicionais: Território, Identidades E Práticas Culturais” vai propor três mesas de debate a respeito dos saberes dos povos tradicionais na utilização cultural das plantas. A atividade tem abordagem etnobotânica e amplia a discussão sobre as questões relativas à prática e à vivência dos saberes indígenas e de terreiro no meio urbano.

— PROGRAMAÇÃO —

9H ÀS 9H30

ABERTURA OFICIAL

 9H30 ÀS 10H30

MESA: OS POVOS TRADICIONAIS E O CONTEXTO URBANO

 

Tema abrangente e orientador das discussões do seminário. Com esta mesa, pretende-se refletir sobre a dinâmica, as disputas e as identidades associadas à prática e vivência dos saberes tradicionais no meio urbano.

Convidados: Joana Munduruku e Makota Celinha.

JOANA MUNDURUKU

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Licenciada e Bacharel em História pela UFMT. Bacharel em Teologia com ênfase em Música Sacra pelo Seminário Teológico de Belém. Professora Mestra em História do Brasil com ênfase em História Regional e Memória pela UFPE, com sua dissertação “O Cotidiano e o Trabalho em Taquarussu (1940-1960)”. Membro indígena do povo Munduruku. Implantou o Departamento do Patrimônio Histórico e Cultural e foi membro da Comissão que criou o Espaço Cultural, ambos da cidade de Palmas, em Tocantins. Gerente de Educação Escolar Indígena na SEDUC-TO, foi quem implantou o Ensino Médio e o curso de Magistério Indígena e realizou o 1º Inventário Sociocultural dos Povos Indígenas do Tocantins. Hoje, trabalha na Federação do Povo Huni Kui do Estado do Acre.

MAKOTA CELINHA

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Makota Celinha é liderança junto às comunidades tradicionais de terreiro, jornalista e empreendedora social da Rede Ashoka. Formada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão Estratégica pela UFMG, atua na coordenação nacional do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB). Faz parte do conselho editorial e colunista do jornal eletrônico Brasil de Fato. Foi conselheira do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial-CNPIR e suplente no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. Atuou também na Coordenação Nacional do Coletivo de Entidades Negras (CONEN).

 

10H30 ÀS 12H

VIVÊNCIA: TRADIÇÃO QUE ALIMENTA

Partilha de alimentos, dos saberes falados, tocados e cantados. Confluência entre os saberes e os sabores de povos de terreiro e indígenas, por meio de suas comidas tradicionais. Pretende-se afirmar o alimento como direito sagrado desses povos e visibilizar que seus costumes e modos de vida resistem à homogeneização das práticas produtivas e dos hábitos alimentares e à industrialização e empobrecimento da comida. Diariamente, esses povos, por meio de suas práticas culturais, alimentam o sagrado, o corpo e a alma e colaboram no combate à fome e na manutenção de territórios do bem viver. Será montada uma mesa, com comidas preparadas pela indígena Mayo Pataxó e pela Mameto Oiacibelecy (Mãe Rita), em um ambiente de interação com as/os participantes do seminário.

Convidados: Mametu Oiácibelecy – Mãe Rita, Mayôwerymehy Pataxó e Odair Pataxó.

MAMETU OIÁCIBELECY – MÃE RITA

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Rainha de Congado, benzedeira, parteira e raizeira. Iniciada na Tenda Espírita São Bartolomeu (omolocô). Coordenadora na Rede RENAFRO/MG; Coordenadora de Mulheres no FONSANPOTMA/MG. Coordenadora de Mulheres de AXÉ DO BRASIL-Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG; Suplente no Comitê Estadual de Diversidade Religiosa; Membro da Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Estado de Minas Gerais – CEPCT/MG Representante Matriz Africana do interior de MG; e – Membro do Comitê de Saúde da População Negra –  Representante de Matriz Africana. Conselheira nos Conselhos Municipais de Direitos da Mulher, de Igualdade Racial (COMPIR), de Saúde, e de Segurança Alimentar.  Participante do Projeto Onã Ewê “O caminho das folhas no terreiro das Religiões de Matriz Africana na Região Metropolitana de Belo horizonte”. Palestrante  na Oficina de Agroecologia Saberes Tradicionais: Ciência, técnica e Tecnologia/2018. Palestrante no Ciclo de Encontro: Saberes do Quintal/2019.

MAYÔWERYMEHY PATAXÓ

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Perfil profissional e experiências em Agroecologia e Etnogastronomia Indígena,Maria Eliana, também reconhecida por seu nome indígena Mayôwerymehy Pataxó, possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Vale do Rio Doce (Univale), Especialização em Terapia Comunitária-Universidade Federal do Ceará e Pós Graduação em Educação do Campo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Além disso, também fez cursos de Formação Holística de Base, Terapia Tradicional dos Sonhos e Ecologia Integral pela Universidade Internacional da Paz e outros diversos cursos nas áreas de terapias holísticas, agrobiodiversidade, teatro e danças tradicionais. Ministrou vários cursos e oficinas como terapeuta holística, agroecologia, oficinas de benzeção, comidas tradicionais e exerce a função de Coordenadora Pedagógica na  Majú Escola dos Saberes tradicionais Terapias Holísticas, Núcleo de  Estudos em Agroecologia Oca Tokma Kahap Associação de Terapeutas  das Culturas Tradicionais. Tem ampla experiência em Educação Intercultural, Educação do Campo, Educação Popular e Educação Ambiental, com enfoque em metodologias participativas voltadas para a sensibilização e o resgate de práticas terapêuticas tradicionais.

ODAIR PATAXÓ

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Perfil profissional e experiências em Agroecologia e Produção Orgânica: possui formação em Holística de Base, Ecologia Integral pela Universidade Internacional da Paz e outros diversos cursos nas áreas de terapias holísticas, agrobiodiversidade, agroecologia. Especializado em  Espiral de Ervas Sagradas. Ministrou vários cursos e oficinas como guardião da semente crioula, construção de espiral de ervas agroecológico. Equipe de coordenação do  Núcleo de   Estudos em Agroecologia Oca Tokma Kahap. Membro da equipe de coordenação do Centro Agroecológico Tamanduá. Participa da elaboração de comidas sagradas, tem ampla experiência em Educação Intercultural, Educação do Campo, Educação Popular e Educação Ambiental.

 

14H ÀS 17H

MESA: AS CIDADES, PRÁTICAS DOS SAGRADO E SUAS RELAÇÕES

 

As práticas culturais indígenas e de terreiro tem no exercício do sagrado seu ponto central de estruturação. Este sagrado, por sua vez, encontra-se umbilicalmente vinculado com os elementos da natureza. Plantas, rios, mares, pedras, animais, terra, floresta, são elementos essenciais para os processos sagrados destes povos. Em meio urbano, o acesso a ambientes que ofertem, em certa medida, contato com estes elementos é mediado pelo estabelecimento de regramentos sociais e institucionais construídos de maneira apartada das particularidades do modo de vida destas comunidades. Refletir, portanto, sobre os problemas e possibilidades da prática do sagrado na cidade constitui o tema principal desta mesa.

Convidados: Angela Gomes, Avelin Buniacá Kambiwá, Fábio Bandeira, Isaka Huni Kuin e Pai Geraldo.

Mediação: Carlos Felipe Horta

ANGELA GOMES

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Engenheira Florestal, doutora em Etnobotânica negro-Africana pela UFMG e mestre em Controle de contaminação Ambiental pela Universidade Politécnica  de Madri.  Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado para assuntos internacionais,. Foi consultora da ONU na Guatemala, trabalhando com mulheres refugiadas indígenas MAYA. Foi  Representante das mulheres socialistas na comunidade europeia. Membro do coletivo Feminista – Emakume Internacionalista da Espanha. Professora Universitária e Diretora do Sindicato dos Professores- SINPRO MINAS, leciona nos cursos de Engenharia Ambiental e Geografia, possui 4 livros publicados. Ya Ewe do Ilê de Oxaguian, Eco-feminista negra que denunciou o trabalho escravo em monoculturas de eucalipto em Minas Gerais nos anos 90 e hoje dedica a luta contra o racismo ambiental e em defesa do legado eco-africano e feminino presente nos terreiros de candomblé.

AVELIN BUNIACÁ KAMBIWÁ

Avelyn

Indígena pertencente à etnia Kambiwá, socióloga, professora especialista em gênero, raça e estudos religiosos, palestrante e também fundadora do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e colaboradora frequente do núcleo étnico-racial do Instituto Imersão Latina. Atua na luta pelos Direitos Indígenas em situação urbana, pelos direitos da Mãe Terra e propõe a “Indianização da Cidade”.

FÁBIO BANDEIRA

Fabio-Bandeira

Bacharel em Ciências Biológicas -Modalidade Ecologia pela Universidade Federal da Bahia (1992) e Doutor em Ciências (Ecologia/Etnoecologia), pela Universidad Nacional Autónoma de México (2002). Professor e Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade (NUPAS) e professor do Programa de Mestrado Profissional em Planejamento Territorial (UEFS) do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana. Tem mais de vinte anos de experiência em pesquisa com povos indígenas no Brasil, México e Bolívia, comunidades afro-brasileiras, pescadores artesanais, dentre outras comunidades tradicionais no Brasil.

ISAKA HUNI KUIN

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Professor na aldeia São Joaquim / Centro de Memórias, na Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão. Presidente do coletivo de produções audiovisuais Beya Xinã Bena e coordenador indígena do projeto do game Huni Kuin: Yube Baitana. Coautor de “Una Isi Kayawa: o livro de cura Huni Kuin”, livro pioneiro que reúne o profundo conhecimento das plantas e as práticas medicinais do povo indígena Huni Kuin. Dirigiu o filme “Txirin, o batismo do gavião” e participou da equipe de fotografia de “Shuku Shukuwe – A vida é para sempre”. Atualmente vem estudando as plantas medicinais nativas.

PAI GERALDO

Pai-Geraldo

Presidente da Casa de Cultura e Assistência Social e dos Cultos Afro-Brasileiros Ogum Lodé e Oxum Apara em Santa Luzia (MG). Foi presidente da Congregação Mineira de Candomblé, realizou várias conferências discutindo práticas culturais Afro-brasileiras no Brasil e em Luanda ( ngola). Autor de “Crianças e Adolescentes Versos Vídeo Games e Fliperamas” (Editora Mazarello) e “Coisas da Mãe África ” publicado no 4º caderno de Palavra e Imagem “Da Arte de Contar História” da Secretaria de Estado da Educação. Autor do projeto “Escola de Graduados em Tradição, Cultura e Cultos dos Orixás” em parceria com o Axé Ile Oba (SP). Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília, em Homeopatia pela Universidade Federal de Viçosa e Pós-Graduado em Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela Fundação Getúlio Vargas/SP. Eleito vice-presidente da COMCAN gestão de 1992/1994. Eleito presidente na gestão 1094/1998, criada para a melhoria da QUALIDADE do culto das religiões de matriz africana em todo território de Minas Gerais.

 

CARLOS FELIPE HORTA [MEDIADOR]

ZZ

Formado em Filosofia e Sociologia e Política e professor da PUC-MG. Jornalista com atuação nas rádios Itatiaia, Guarani, Mineira, Universidade e Inconfidência. Atuou nos jornais Binômio, Última Hora, Diário de Minas, Estado de Minas, Jornal da Cidade e Diário da Tarde; televisões Itacolomi e Alterosa. É folclorista, ex-presidente da Comissão Mineira de Folclore. Conselheiro do Centro de Tradições Mineiras, diretor do Centro de Referências da Cachaça no Brasil e Capitão Honorário das Guardas de Nossa Senhora do Rosário do Estado de Minas Gerais. Foi integrante e presidente do Conselho Deliberativo da Federação Espírita Umbandista de Minas Gerais (1970 – 2010) e editor do jornal “A Tribuna de Xangô” e um dos organizadores das festas de Preto Velho e Iemanjá, tendo sido o seu apresentador por mais de trinta anos.  Foi um dos coordenadores do Primeiro Seminário sobre Medicina Popular e Plantas (1970), promovido pela UFMG, Comissão Mineira de Folclore e Federação Espírita e Umbandista do Estado de Minas Gerais, e de outros seminários subsequentes, com a participação de representantes de setores científicos, culturais e religiosos.